Nas Histórias em Quadrinho que li durante minha infância o Pirata Psíquico foi um dos personagens que mais me impressionou. Era um vilão assustador (daqueles que te perseguem pesadelos à dentro) e uma personalidade fragmentada, caminhando numa navalha extremamente afiada entre poder e loucura; força e descontrole.
Quando o conheci ele tinha por alter-ego Roger Hayden. Assumiu a alcunha de Pirata Psíquico (Psycho-Pirate) após cumprir pena e ouvir de seu companheiro de cela (tal de Charles Halsted, que usou o mesmo codinome durante a “era de ouro” dos quadrinhos) sobre a lendária “Máscara Medusa“; objeto místico que conferia ao seu possuidor o dom de “projetar sentimentos” nas outras pessoas. Hayden consegue colocar mãos na dita e passa a aterrorizar o mundo, os super-tipos, a Sociedade da Justiça, a Liga da Justiça e quem mais cruze seu caminho.
Ironicamente o ponto fraco do vilão (que conseguia fazer seus oponentes sentirem, desde uma crise de riso desequilibrante a um pavor capaz de paralizar o mais destemido dos mortais) era suas próprias emoções. O uso do seu poder cobrou um preço: a mente de Roger contraiu algo semelhante a uma dependência fisiológica da máscara. Mais de uma vez terminou suas aventuras metido numa camisa de força gritando frases sem muito sentido num quarto acolchoado.
Esse blog pretende ser a minha “Mascara Medusa”. Usando para “projetar” tudo que me emociona em quem se dispor a ceder alguns minutos de seu precioso tempo. Até que eu enlouqueça ou conquiste o mundo sigo aqui os passos incertos de Roger Hayden.
Alguma critica inspirada na minha pessoa um dia quem sabe’rs?